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17.3.13

CANETA SHARPIE + PRATOS = ARTE!



Bem, talvez "arte" seja um pouco de exagero.

Mas é um projeto muito do bom.

História {já repararam que tudo por aqui tem uma história?}: quando eu decidi redecorar o nosso quarto, eu resolvi seguir usar um quarto que eu vi em um blog de decoração como inspiração.

Na parede, a mocinha dona do quarto pendurou 3 pratos que tinham a ilustração de um veado {eu sei, eu sei}. Só a cabeça, com os chifres e tudo. Lindos. Então corri pra procurar o diacho dos pratos, e nada. Não consegui achar nenhum que chegasse perto.

Aí comecei a pensar... e se eu fizesse os pratos eu mesma? 

A-ha!

Eu tinha visto um método de desenhar com canetas Sharpie no Pinterest, e resolvi tentar.

Deu certo. E hoje venho aqui, muito cerimoniosamente {isso é palavra? Existe???} compartilhar com vocês este projeto.

'Bora lá então e pegue os seguintes materias: pratos de louça {qualquer loucinha vagabunda deve dar. Os meus pratinhos eu achei no Exército da Salvação, e paguei $0.33 cada. E não precisa ser só prato não}; acetona; canetas sharpie, uma fina e uma grossa; cotonete; o seu molde.

O meu molde eu achei no Google. Bendito Google. 

Eu coloquei uma bolinha de durex atrás do molde, e colquei o molde em cima do prato. 

Agora é só traçar. Eu comecei com a caneta Sharpie fina:


Depois de riscar em volta de todo o molde, tire o papel com cuidado pra não borrar muito o desenho. 


Caso borre um pouquinho, molhe o cotonete na acetona, e limpe com muito cuidado. 


Depois que estiver tudo limpinho, do jeitinho que você quer, é só começar a colorir com a caneta de ponta grossa:


Agora coloque o seu prato em uma assadeira, e asse em forno pré-aquecido, morno, por uns 30 minutinhos.


Deixe esfriar, e sirva com uma bola de sorvete de baunilha.

Não, tô brincando. 

Mas deixe esfriar e pronto. De acordo com as instruções, agora a canetinha é permanente mesmo. Pode até lavar.

Os meus eu vou pendurar na parede, então não preciso me preocupar com lavar. Eu não colocaria comida em contato direto com a caneta. Mais para enfeite mesmo. Mas, por exemplo, pro lado de fora de uma caneca, tudo bem.

Agora é só você usar a sua imaginação. Pode colocar monogramas, nomes inteiros, rabiscos, um verso favorito, sem contar com todos os desenhos que você pode fazer. E com cores diferentes também!!!

Esses meus pratos, na verdade, eu queria fazer com a caneta dourada, mas quando comecei a riscar, não gostei muito do jeito que estava saindo. O preto ficou mil vezes melhor. Então ficou preto mesmo.

E pensar que fiz os três pratos por menos de um dólar!!

21.2.13

PINTOU TÁ NOVO

* ALERTA: post comprido. Vá ao banheiro, pegue uma barrinha de cereal e um copo d'água, e senta que lá vem a história. *

Gente, se tem um lema que eu sempre sigo é o seguinte:

Pintou tá novo.
{daí o título do post}
{espertinha eu, né?}

Mas é verdade mesmo. Nada que um pouquinho de tinta não ajude.

Inclusive quando estamos falando de caras. Passa um blush {ou rouge. lembra de rouge? ainda se fala rouge?} e um rímel e pronto. 

Caso você seja do sexo oposto, ou não use rímel, foi mal. Aguenta aí que não estou escrevendo sobre maquiagem não. Prometo que juro.

Como eu dizia, uma das minhas soluções para quase qualquer coisa é pintar por cima. Seja um móvel, uma peça de decoração pra casa, seja meu rosto... 

Por exemplo: a nossa cômoda. Nós temos essa coisinha desde que fomos morar juntos, lá em {dois} mil e guaraná de rolha. Foi um dos primeiros móveis que nós compramos juntos. 

Uma família que era vizinha da família pra quem eu estava trabalhando estava se mudando para a Alemanha, e eles perguntaram se nós estávamos interessados em comprar alguma coisa da casa deles. Nós acabamos comprando um monte de coisas: 3 cômodas, uma televisão, uma estante para tal televisão, algumas coisas de cozinha. Tudo por menos de $50.00. 

Baratinho, né? Pra quem está começando, bom demais!!! Desde então nós compramos outras coisas, e substituimos as usadas, mas essa cômoda foi ficando. 

Ela é boa até. De madeira mesmo, firme, bem feitinha. Vai durar muito tempo ainda.

Aí, mais ou menos um mês atrás, me deu na cabeça que eu queria redecorar nosso quarto. E decidi pintar a coitada. E resolvi que vou te mostrar como pintar móveis de um jeito super fácil, super bacana. {Odeio quem fala super o tempo todo. Super irritante.}

Este é o antes. Repararam na bagunça em cima dela? Desconsiderem. Estou no meio de uma redecoração, e bagunça faz parte. 

'Bora então?

Primeiro, escolha a tinta. Eu compro a minha tinta em uma loja de materiais para construção. Tinta de parede mesmo, aquela latex. Eu sempre compro um potinho de amostra. Vem pouca tinta, mas é o bastante para a maioria dos meus projetos. Por aí, eu dei uma pesquisada, e a Suvinil oferece o potinho de amostra. É só você escolher a cor. Eu precisei de 2 pra pintar a cômoda maior. 

:: A Suvinil não me conhece, e nem sabe que eu existo. Não estou recebendo nada pela propaganda. Câmbio e desligo. ::

E a cor que eu escolhi foi verde-Exorcista. Sério. Não parece???  O nome da minha é Valencia Moss, da Valspar. 

Todo mundo sabe que se você quiser pintar algum móvel, o melhor método é: limpar o móvel, remover tinta velha/adesivos/gordura, lixar {e muito}, usar uma base, pintar, lixar com lixa menos grossa, pintar de novo, lixar de novo com lixa menos grossa, cera/verniz pra proteger. Ufa. Ficou com preguiça? Eu fiquei.

Geralmente seria isso que eu faria, mas quando inventei de pintar estava frio, e nevando. E chovendo. E ventando. E frio. Muito frio. Já falei que estava nevando?

Então o jeito era pintar dentro de casa. E você já tentou lixar madeira dentro de casa? Um atraso de vida. Sério. Pó pra todo lado.  Não ia dar mesmo. 

Solução? Não lixar. E pra fazer a tinta se agarrar na madeira {já que lixando, você cria uma superfície mais propícia ao agarramento dos dois, mas eu não queria lixar de jeito nenhum}, usei um segredinho: argamassa sem areia. Eu não sei direito o nome por aí. Mas é aquele pozinho que se mistura com água pra por em azulejo? Pois então. Esse mesmo. 

{o chão tá pra cima porque depois que eu tirei a foto é que eu vi que eu abri o saco do lado errado, e tava tudo de cabeça pra baixo}

Se for comprar, procure uma que seja bem fina, como açucar de confeiteiro. Um saquinho ou caixinha pequenos duram muito, porque você precisa misturar bem pouco. Quanto à cor, eu pegaria branca. Mas quando fui comprar eles só tinham cinza, então peguei essa mesmo. Minha experiência mostrou que a cor da tinta não muda com a argamassa cinza, mas lógico, não misturaria tinta branca e argamassa azul marinho. 

Agora, pegue sua argamassa e sua tinta. Para cada xícara da tinta, eu coloco 2 colheres de sopa do pózinho. Viu que rende? Agora mistura bem, até dissolver tudo. A tinta vai ficar meio grossa mesmo. Meio estranha. Meio blé. 



E antes de mais nada, este método deixa o móvel com uma carinha de rústico, porque a tinta é mais grossa, dá pra ver um pouco as marcas deixadas pelo pincel, e a tinta pode começar a rachar um pouquinho depois de seca. Caso você não goste deste look, eu sugiro o método tradicional mesmo.

Depois de limpar seu móvel, é só pintar normalmente. Nem de base você precisa. A argamassa ajuda a tinta a pregar na madeira sem precisar lixar. No começo vai ficar meio estranho mesmo. Mas vai pintando que no fim dá certo. É um mistério; tenha fé.



Agora, algumas dicas:
1. Passe o pincel em uma direção só. A tinta sendo grossa vai deixar marquinhas de pincel, e marquinhas em uma direção só são bem melhores que marquinhas de qualquer jeito.
Blé
Oba!

2. Tá vendo esses carocinhos? É o pó. Não se preocupe com eles. Se você não conseguir tirá-los com o pincel, é só dar uma lixadinha que eles desaparecem. 


3. A mistura da tinta com o pó não fica muito boa depois de algum tempo. Então não misture um galão de tinta e tente guardar pra mais tarde. Faça a mistura e use. Caso a mistura fique muito grossa, acrescente um pouquinho de tinta. 
Eca!

4. Pode passar com rolinho ou pincel. Eu usei os dois, mas por algum motivo gosto mais do pincel. 

Eu comecei pintando as gavetas. A tinta vai secar bem rápido. Menos de 15 minutos. Quando eu terminei de pintar a última gaveta, a primeira já tinha secado, e eu pude pintar outra camada. Duas camadas foram suficientes pra mim. A cobertura da mistureba é boa, então pude pintar só duas camadas finas, e pronto.

Depois que a tinta secou, eu dei uma lixadinha bem mixuruca, só pra nivelar tudo e tirar os carocinhos que ficaram pra trás. Passei um paninho úmido pra tirar o pó, e pronto. 

PS. A tinta é a mesma. A cor parece diferente porque o dia foi acabando, e a luz natural se foi. 

Agora, você pode passar sua cera/verniz pra proteger seu trabalho e pronto. Mas eu queria mais. Queria dar um arzinho de coisa antiga, usada. Peguei meu bloquinho-lixa e ataquei as gavetas. Aqui vai do gosto. Eu queria mais um visual mais surrado, de tinta descascando mesmo. Então lixei bem, até chegar na madeira. Dá dó, né? Chris nunca entendeu o sistema. Pinta, depois lixa pra tirar a tinta? Mas é. Pinta pra depois lixar pra tirar a tinta. 




Agora é só limpar o pozinho com um paninho úmido.

Mas aí eu vi que eu não estava gostando muito da tonalidade da tinta. Um pouco alegre demais... meio blé, sem dimensão... então peguei meu verniz tingidor {não parece coisa do Chapolin?} e passei uma camadinha.


Caso você queira usar este tipo de verniz, use luvas. E se você não usar {como eu}, pra tirar esse verniz da mão, é só lavar com azeite de oliva e sal {eu uso sal grosso, aproveita e faz dá uma esfoliada, que aposto que tá precisando.}

O processo é o seguinte: passe uma camada do verniz tingidor com um pedaço de pano {camiseta velha funciona que é uma beleza}, espere um pouquinho {quanto mais tempo passar, mais a cor do verniz vai permear a tinta} e limpe o verniz com outro pedaço de pano. É importante limpar bem, porque se não, a superfície vai ficar pegajosa, e o verniz vai demorar horrores pra secar. No bueno. 


Bem melhor agora, né? O verniz tingidor entra nos canais deixados pelo pincel e pela lixa, e dá mais dimensão à tinta. Dá um tchan. Um plus a mais. 


Depois é só terminar com a cera e pronto. 



E aqui está o resultado final.





E esse trocinho aí em cima? Não é uma graça??? Eu me apaixonei por ele quando eu vi na loja. Mas custava $14.99. Meio salgado pro meu gosto. Mas aí, uns 2, 3 meses depois, eu estava andando pela loja e vi ele de novo, mas dessa vez por $3.00!!! Eba! Além de ser pinhão, ainda tem uma velinha cheirosinha dentro.

Ufa! Eita post longo!!! Mas é que eu gosto das coisas muito bem explicadinhas, nos seus mínimos detalhes.  

19.4.11

UM ESTUDO EM PRETO E BRANCO: TEXTURA

Calma gente, nada muito profundo.

Só uma técnica que eu aprendi e uma nova ação no Photoshop que eu estou testando. 

Vamos lá.

Eu queria um quadro pra uma das paredes na minha sala. E resolvi que ia tentar pintar um eu mesma.

Pausa para apreciar o drama da situação.

Corri então pra comprar uma tela, mas achei tudo muito caro. Corri então para o Exército da Salvação, achei um quadro horrendo por $1.99 e pendurei na parede.

Não, tô brincando.

Passei umas 5 {ou 500} mãos de tinta branca em cima do quadro, pra fingir que a tela era nova. E pronto:


Para este projeto, você vai precisar da sua tela, de papel de seda {folha de seda, nunca lembro qual é o certo...}, cola,{ou aquela cola para decoupage}, um pincel {pincel tem acento???} e um paninho pra limpar suas mãos porque elas vão ficar bem grudentas.


Para começar, pegue uma folhinha e amasse bem amassadinha. Faz uma bolinha mesmo. Repita o processo com umas 2 ou 3 folhas, dependendo do tamanho da sua tela:

Nossa, essa foto aí de cima ficou tão abstrata, né? Tipo algo que você vê em galeria de arte e que custa uns 50.000 reais. Bem, talvez não tanto, mas que parece, parece.

Voltando.

Abra as bolinhas com muito cuidado, e comece a rasgar pedacinhos do papel. Pedaços menores são mais fáceis de trabalhar {experiência própria}. Passe um pouco de cola na sua tela, e coloque o pedacinho de papel em cima, amassado mesmo, e com o mesmo pincel, pressione o papel no lugar. Repita, ad nauseam. 

Pra quem não fala latim fluentemente como eu, isso quer dizer até cansar e você não querer mexer com papel e cola nunca mais.

Repita na tela toda, até tudo ficar cobertinho, e todo enrugadinho. Apare as beiradinhas, e deixe secar completamente. COMPLETAMENTE!!! 


Sim, experiênica própria.


E aí depois é só pintar por cima!

Que foi? Quer ver o que eu pintei?


Eu pintei um inseto. Sim. Um inseto. Por que? Uai, porque eu quis. Na verdade, é porque eu vi esse quadro em um blog de decoração e me apaixonei. Achei bem diferente. E porque eu quis.

31.3.11

VELA PERSONALIZADA

Oi, tudo bom?

Por aqui tá tudo num marasmo horrendo. Dá pra perceber pela falta de posts, né?

Bem, na verdade, marasmo marasmo  não está não. Me deu a louca e resolvi re-decorar o apartamento todinho. E no processo, resolvi fazer uma purga geral por aqui. Nossa, mas como a gente guarda coisa, hein? Já tirei uns 3 sacos de lixo, e uns 6 ou 7 sacos para mandar para o Exército da Salvação... a casa tá vazia... mas eu tenho grandes idéias para todos os cômodos. É só esperar.

E como parte do meu novo projeto, estou procurando por acessórios para decorar nosso ninho. 

Andando por vários blogs, cheguei a uma idéia que eu adorei: velas personalizadas.

Agora, você pode muito bem ir a uma loja e comprar uma velinha linda, toda pronta. Mas tenho certeza que o precinho vai ser lindo também. 

Ou não... vai que você acha uma na promoção...


Mas isso não vem ao caso. Vamos aprender como fazer uma vela personalizada, e por um precinho camarada.


Vamos precisar de: vela {do tamanho que você quiser, mas eu acho que uma maiorzinha é melhor}, secador de cabelo e papel {ou será folha?} de seda. Ah, você vai precisar de um computador, e impressora, mas eu não consegui colocar os dois na mesa:


Como o papel de seda é muito fininho e fraquinho, nós vamos ter que prender ele a outro papel mais firme. Eu usei um mais pesadinho, mas acho que funciona em folha de impressora normalzinha mesmo. Pra colar, eu coloquei bolinhas de durex em volta e umas duas bolinhas mais no centro, só pra prender direitinho. Aí depois é só cortar rente, pra caber na impressora.




Agora pega a sua vela e vê se o papel é suficiente pra cobrir a vela todinha.



Põe a folha na impressora {só presta atenção pra colocar o lado do papel de seda direito, porque você tem que imprimir nele, e não na folha da impressora}. Agora é só escolher o que você quer colocar na vela.


Eu queria o nosso monograma, ou seja, a letra "B" de Burrows. Depois de brincar com umas fontes, e uns desenhos {gente, escolher fonte é tão difícil... tem umas 15 que eu adoro!} No fim acabei ficando entre duas:



Bem, a fonte é a mesma. Eu fiquei foi entre os desenhos do lado. E no fim resolvi ir com as coroas. Centraliza tudo direitinho, imprime, e pronto!!!!


Agora tira o papel de seda do outro papel bem devagar, pra não rasgar muito. O meu rasgou um pouquinho, mas foi na parte que estava sobrando, então não teve problema. Depois de libertar a folha de seda das garras das bolinhas de durex, centraliza tudo na vela, e prende uma beirada com durex. Corta as sobrinhas, do lado, em cima e embaixo {não precisa ficar perfeito não, viu?}, e pronto.




Liga o secador de cabelo, e faz uma escova.


Não, tô brincando. Não faz escova não. 


Pega o secador e começa a secar o papel. O negócio é o seguinte: o arzinho quente do secador vai derreter a parafina da vela, a parafina vai "vazar" pelo papel de seda, e depois que endurecer, vai funcionar como  uma cola. Mas não vai parecer que você colou. Vai parecer que é parte da vela mesmo.


Se durante o processo o papel começar a enrugar, é só você usar os dedos para alisar tudo. E se em algum lugar tiver muita parafina {tá vendo ali no cantinho debaixo?} é só colocar o secador no lugar e alisar com a mão. Vai fazendo isso em volta da vela toda, lembrando de tirar o durex que está segurando o papel no lugar, e pronto! 

Ah, cuidado pra não ficar batendo a vela na mesa. Por causa do calor do secador, a vela vai ficar molinha, e qualquer batidinha pode dar uma amassada básica na coitada.

O bom é que você pode colocar o que você quiser na vela. E pode usar qualquer tipo de vela. Só uma notinha de rodapé: depois que você fizer isso com a vela, não vai acender a bonitinha. Bem, depende: quanto mais grossa for a vela, mais seguro vai ser acender. Porque no final das contas, é papel em volta, e papel pega fogo. Então toma cuidado. 

Mas depois desse trabalho todo, você vai querer destruir a belezinha? Não, né?!